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    Como montar uma campanha em telas: objetivos, segmentação, criativos e tempo de exibição
    15 de junho de 2026

    Como montar uma campanha em telas: objetivos, segmentação, criativos e tempo de exibição

    Montar uma campanha em telas de mídia DOOH indoor não é complicado — mas exige um planejamento mínimo para que o investimento gere resultado. Quem pula etapas, coloca um criativo qualquer no ar sem definir objetivo ou escolher bem os pontos de exibição, costuma se decepcionar com o retorno.

    Este artigo é um guia prático para quem quer montar uma campanha do zero — ou melhorar campanhas que já estão rodando. Vamos passar pelas quatro etapas essenciais: definir o objetivo, segmentar o público e os pontos, criar o material certo e definir o tempo de exibição adequado.

    Etapa 1: definir o objetivo da campanha

    Toda campanha começa com uma pergunta simples: o que você quer que aconteça depois que alguém vê esse anúncio?

    A resposta a essa pergunta define tudo o que vem depois — os pontos escolhidos, o criativo, a duração e as métricas de sucesso. Campanhas sem objetivo claro são campanhas sem direção.

    Awareness: fazer a marca ser conhecida

    Se o objetivo é fazer com que mais pessoas conheçam a sua marca, produto ou serviço, o foco deve ser alcance e frequência. Você quer impactar o maior número possível de pessoas relevantes, várias vezes, até que o nome da marca fique registrado.

    Esse tipo de campanha funciona bem para lançamentos, entrada em novos mercados ou marcas que ainda estão construindo presença em uma região. O DOOH indoor em condomínios e edifícios corporativos é especialmente eficaz para awareness, pela frequência natural de exposição que esses ambientes proporcionam.

    Consideração: gerar interesse e engajamento

    Quando o objetivo é mover o consumidor de “já ouvi falar” para “quero saber mais”, a campanha precisa oferecer algo que justifique a ação. Um QR code com desconto exclusivo, um convite para visitar o site ou uma oferta de avaliação gratuita são bons exemplos.

    Nessa fase, a mensagem precisa ser mais específica do que no awareness. Em vez de apresentar a marca de forma ampla, você comunica um benefício concreto e pede uma ação clara.

    Conversão: gerar vendas diretas

    Campanhas de conversão são mais diretas e urgentes. Elas funcionam melhor em ambientes de retail media — dentro de supermercados, farmácias e outros pontos de venda — onde o consumidor já está em modo de compra e pode agir imediatamente.

    Uma oferta com prazo limitado, um produto com desconto destacado ou uma promoção de combo são exemplos de mensagens de conversão eficazes no ambiente de ponto de venda.

    Etapa 2: segmentação — escolher os pontos certos

    Definido o objetivo, o próximo passo é decidir onde a campanha vai rodar. Essa é uma das decisões mais importantes — e mais negligenciadas — em campanhas de mídia DOOH indoor.

    Segmentação geográfica

    A primeira camada de segmentação é a localização. Em qual cidade, bairro ou região você quer aparecer? A resposta deve estar alinhada com a área de atuação do seu negócio.

    Uma clínica médica no bairro X não precisa anunciar no bairro Y. Uma rede de lojas de um determinado segmento deve concentrar sua presença nas regiões onde tem unidades. Distribuir o orçamento por pontos geograficamente dispersos sem estratégia reduz a frequência de exposição e dilui o impacto.

    Segmentação por tipo de ambiente

    Cada tipo de ambiente reúne um perfil de público diferente, como vimos em detalhes no artigo sobre os melhores locais para instalar telas. Na hora de montar a campanha, a escolha do ambiente deve ser guiada pelo perfil do público que você quer alcançar.

    Produto voltado para saúde e bem-estar? Academias e clínicas são os ambientes mais qualificados. Serviço financeiro premium? Condomínios de alto padrão e edifícios corporativos. Produto de consumo de massa? Supermercados e mercados de bairro com alto fluxo.

    Segmentação por horário

    Uma das vantagens do DOOH digital em relação às mídias estáticas é a capacidade de programar exibições por horário. Isso permite alinhar a mensagem ao contexto do momento.

    Uma padaria que anuncia café da manhã faz mais sentido no período matinal. Um restaurante com delivery tem mais impacto no fim da tarde. Uma academia que quer promover aulas noturnas deve concentrar a exibição no horário de saída do trabalho. Essa contextualização aumenta a relevância e, consequentemente, a eficácia da campanha.

    Etapa 3: criativos — o que exibir e como

    O melhor planejamento de campanha pode ser desperdiçado por um criativo fraco. Na mídia DOOH indoor, o material criativo tem regras específicas que diferem de outros formatos publicitários.

    Simplicidade acima de tudo

    O tempo de exposição em ambientes como elevadores e corredores é contado em segundos. O consumidor não vai parar para ler um texto longo. Não vai processar uma composição visual complexa. A mensagem precisa ser absorvida em um único olhar.

    A regra prática é: se você precisar de mais de três segundos para entender o que o anúncio está comunicando, ele está complexo demais. Reduza o texto, simplifique a hierarquia visual e destaque um único elemento central — o produto, a oferta ou a marca.

    Hierarquia visual clara

    Todo criativo precisa responder a uma sequência lógica de leitura visual. O que o olho vê primeiro? O que vê em segundo? O que vê por último?

    Em geral, a estrutura mais eficaz para DOOH indoor é: elemento visual de impacto (imagem ou cor forte) → mensagem principal (frase curta e direta) → chamada para ação (o que fazer agora). Essa hierarquia conduz o olhar de forma natural e garante que a mensagem central seja absorvida mesmo por quem olha por apenas alguns instantes.

    Texto curto, fonte grande

    Letras pequenas em telas de DOOH são um erro clássico. O material geralmente é visto à distância — dois, três, quatro metros ou mais. Fonte pequena simplesmente não é lida.

    A regra básica é usar fonte grande o suficiente para ser lida com conforto a pelo menos três metros de distância. E o texto deve ser mínimo: uma frase de impacto, um benefício claro, uma chamada para ação. Nada mais.

    Animação com propósito

    Vídeos e animações capturam mais atenção do que imagens estáticas — mas movimento pelo movimento não resolve. A animação precisa servir ao objetivo da campanha: destacar o produto, criar senso de urgência ou guiar o olhar para o elemento mais importante do criativo.

    Animações muito rápidas ou excessivamente elaboradas confundem em vez de comunicar. O ideal é movimento sutil e direcionado — suficiente para chamar atenção, sem competir com a mensagem.

    Adaptação ao contexto do ambiente

    O mesmo criativo raramente funciona igualmente bem em todos os ambientes. Uma tela em uma academia pode suportar conteúdo mais dinâmico e energético. Um elevador de condomínio residencial pede um tom mais discreto e informativo. Um supermercado pede foco direto em produto e oferta.

    Quando possível, adapte pelo menos o tom e o foco da mensagem conforme o ambiente onde a campanha vai rodar. Essa contextualização faz diferença perceptível nos resultados.

    Etapa 4: tempo de exibição — quanto tempo a campanha deve durar

    A última variável a definir é o tempo: por quanto tempo a campanha vai rodar e com qual frequência de exibição.

    Duração mínima para gerar impacto

    Campanhas muito curtas raramente constroem memorização suficiente para gerar resultado. Uma semana de exibição pode até gerar alguma impressão, mas dificilmente é suficiente para que a mensagem seja absorvida com profundidade.

    Para campanhas de awareness e consideração, o recomendado é uma duração mínima de quatro semanas. Esse período permite que a audiência seja impactada um número suficiente de vezes para que a mensagem seja registrada. Campanhas de dois a três meses constroem resultados progressivamente mais sólidos.

    Para campanhas de conversão atreladas a uma data ou promoção específica — Black Friday, volta às aulas, lançamento de produto — a duração pode ser menor, mas a intensidade de exibição deve ser maior.

    Frequência de exibição por hora

    Além da duração total, é preciso definir quantas vezes o anúncio aparece por hora em cada ponto. Isso depende da programação da tela — quantos outros anúncios e conteúdos institucionais dividem o espaço — e do objetivo da campanha.

    Uma frequência de quatro a seis exibições por hora é um ponto de partida razoável para a maioria das campanhas. Em pontos com fluxo muito alto e rotatividade rápida de público — como caixas de supermercado — frequências maiores podem ser justificadas.

    Atualização de criativos ao longo da campanha

    Em campanhas longas, renovar o criativo ao longo do tempo evita a fadiga de mensagem. Mesmo consumidores que apreciam uma marca podem se cansar de ver exatamente o mesmo anúncio por semanas seguidas.

    Alternar duas ou três versões do criativo — com pequenas variações na mensagem, na oferta ou no visual — mantém a campanha fresca e aumenta o engajamento ao longo do tempo.

    Conclusão

    Uma campanha bem montada em telas de mídia DOOH indoor segue uma lógica simples: objetivo claro, segmentação precisa, criativo adequado ao ambiente e tempo de exibição suficiente para construir impacto.

    Cada uma dessas etapas pode parecer pequena isoladamente — mas a combinação das quatro é o que determina se uma campanha gera resultado real ou apenas ocupa espaço.

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